05 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Se seu filho nasceu antes das 37 semanas de gestação, é possível que, em algum momento, você tenha ouvido falar de uma possível relação entre prematuridade e espectro autista. Essa associação é real, mas vale entender o que ela significa, e o que não significa, antes de tirar qualquer conclusão.
Estudos observam que crianças nascidas pré-termo têm uma chance maior de estar no espectro autista, quando comparadas a crianças nascidas a termo. Isso não quer dizer que todo bebê prematuro terá espectro autista: a grande maioria não terá. Significa apenas que a prematuridade entra na lista de fatores que, combinados a outros elementos (principalmente genéticos), podem aumentar a probabilidade.
Por que isso acontece
O espectro autista é hoje entendido como resultado de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, nunca de uma causa isolada. A prematuridade extrema e o baixo peso ao nascer estão entre as condições associadas a desfechos de neurodesenvolvimento que, em alguns casos, se relacionam ao espectro autista. Isoladamente, esse fator dificilmente seria determinante; o que a ciência sugere é que ele pode se somar a uma predisposição já existente.
O que isso significa para a sua família
Na prática, ter tido um parto prematuro é um dos motivos pelos quais um profissional de saúde pode decidir observar o desenvolvimento da criança com mais atenção, não como alarme, mas como cuidado adicional. Se, além da história de prematuridade, você notar outros sinais (atrasos de comunicação, pouca interação social, comportamentos repetitivos), vale conversar com o pediatra sobre uma avaliação mais próxima.
Para famílias nessa situação, o Teste de Exclusão Precoce do Espectro Autista ClearStrand™ASD pode ser solicitado pelo profissional de saúde já a partir de 1 mês de vida, exatamente pensando em crianças com fatores de risco conhecidos, como a prematuridade, antes mesmo de sinais comportamentais ficarem evidentes. Veja para quem o exame é indicado.